quinta-feira, 14 de outubro de 2010
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
o nome é baby.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
postcards from italy.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
arco íris do toquinho na terra do sol e da chuva fora de época.
Aí eles lembraram do Noel:
Aí cantaram uma bossa de um moço que não era da bossa:
Aí eles decidiram começar a acabar com essa saudade toda:
Homenagearam a cidade maravilhosa:
Tiraram um retrato:
Começaram a sambar e pularam pra cinco:
Um foi para o Rio de Janeiro:
Lá lembrou do João, do Tom:
e do Vininha também:
o velho saravá!:
Estudou o be-a-bá:
Os outros chegaram e começaram a lembrar da infância querida junto com a ilustre presença do Pato Donald:
Depois disso ensaiaram alguns passos pra gafieira:
E fecharam tudo isso colocando tudo na Roda Viva:
Foi lindo demáz! ;~.
domingo, 16 de agosto de 2009
Pra viagem, por favor.
Os Cariocas já tinha visto com o show lindo da Miúcha envolvido pelos vitrais do Theatro José de Alencar, mas o Miele, nunquinha achei que poderia apreciar assim, ao vivo, sem me desesperar fazendo contas para uma viagem quase que continental.
Ao chegar no local, fiquei papeando por mais ou menos uma hora com Andrei, amigo russo meu, também apreciador do amor, do sorriso e da flor, sofrendo ao som de uma banda que tentava ensaiar algumas bossas. Chegou então para nos servir, um garçon daqueles antigos,de uniformezinho amassado, sapatinho social com um monte de copos na mão. Logo perguntei:
- O show do Miele vai começar a que horas?
- Está marcado para às 23, senhor.
Decidi pedir uma cerveja, era sexta né? Miele e tal, combinava. Enquanto o Andrei estava escolhendo o que queria pedir e dialogando com o garçon, que a esta altura já não era mais o garçon, mas o Pedro, eu já sentia aquele gostinho na minha boca ;~.
- Qual cerveja tem? Disparei na primeira oportunidade.
- Skol, Antárctica e Brahma.
Entre a Skol e a Antárctica fiz a pergunta básica:
- Qual é a mais gelada?
Ele olhou bem para mim. Titubeou até, mas respondeu com um ar sincero, talvez o mais sincero de todas as sinceridades dos últimos tempos, coisa mesmo de irmão para irmão:
- Nenhuma. Não posso mentir pra você - e sorriu.
Perguntei novamente:
- Nenhuma gelada, como assim? - Nenhuma gelada, senhor. Posso trazer até um balde de gelo, mas você sabe né? - e me deu uma piscadela.
Nossa, fiquei até sem chão. Como assim? Miele, ventinho gelado e ... cerveja quente??? Pedi uns minutos para pensar, pois o choque tinha sido muito grande. Nesse meio tempo o show começou. Eu esqueci a cerveja com as brincadeiras do Miele.
Após umas duas primeiras músicas, Pedro voltou e me perguntou:
- E aí, senhorito? Posso trazer a sua cerveja?
- Ah, Pedro, quente não dá. Quente vai estragar o fim de semana. Não preciso nem dizer que ele fez assim com a cabeça e concordou.
Depois dessa, fiquei até com mais esperança desse mundo das balelas. Se um garçon tinha me dito, perigando perder o emprego, que a cerveja estava quente, o mundo nem estava acabado.
Bom, no show o Miele contou mil anedotas. Desafinado que só, mentiu idade, falou de Carmen e Cauby e até contou a história da Lígia do Tom. A coisa mais linda, claro, mesmo que cafajeste. Pra quem não sabe, Lígia era esposa de um grande amigo de Tom, o escritor Fernando Sabino e para não magoar o amigo e paquerar a moça, escreveu a letra mentirosa de Lígia. Segundo Miele, quase que ele mesmo deu para o Tom, pois era mesmo muito charmoso o jeito dele, ainda mais cantando uma música tão linda como essa. Era mesmo covardia ;~.
domingo, 9 de agosto de 2009
um arco-íris no ar.






"É de manhã, vem o sol, mas os pingos da chuva que ontem caíram, ainda estão a brilhar. Ainda estão da dançar ao vento alegre que me traz esta canção. Quero que você me dê a mão, vamos sair por aí, sem pensar no que foi que sonhei, que chorei, que sofri, pois a nova manhã já me fez esquecer. Me dê a mão, vamos sair pra ver o sol" - Tom e Dolores.
sábado, 18 de julho de 2009
one single night with you , litlle.
domingo, 12 de julho de 2009
do céu e ... das rosas.

domingo, 5 de julho de 2009
domingo, 28 de junho de 2009
terça-feira, 23 de junho de 2009
copacabana de sempre.
- Vou não, Morena Rosa. Muito caro, quero ir lá pra passar de mês. E não dá tempo.
Morena Rosa, você tinha razão. Eu devia ter ido ao Rio de Janeiro Lindo durante a novela. Isso foi no fim do ano de 2008. Se arrependimento matasse eu estaria mortinho da Silva. Lá no céu ao lado de Vinícius praguejando. Imagino que fosse algo assim: 'Joãozinho, meu benzinho, como que você faz uma afronta dessas?'
Depois de caminhar alguns quarteirões passando por Drummond, Caymmi e ser abençoado pelo mar azulzinho de Ipanema entro à direita na rua do Vininha, antiga Rua Montenegro, onde muita coisa aconteceu, e chego ao número 127. Toca do Vinícius. Uma livraria pequenina, mas cheia daqueles livros que um dia eu só tinha visto fotos pela internet e desejado poder sentir o cheirinho antes de comprar. Um senhor distinto, de fala detalhada, e olhar desconfiado, me cumprimenta. Depois de algumas palavras trocadas, pergunto: Pode tirar foto? (foto para olhar todo o dia daqui e ver que aquilo existe: livros em japonês sobre a Bossinha). Logo emendo ao senhor falando que tinha estudado o assunto e escrito um trabalho longo sobre ele. A desconfiança magicamente se transforma em alívio: Excelente escolha! ele dispara. Você está em casa! Faça fotos do que quiser! - seguidos de um sorriso aberto satisfeito.
A emoção e identificação foi tão grande que eu não fiz as fotos. Ele me prometeu numa segunda visita, que eu não consegui fazer, uma foto com o disco da Canção do Amor Demais (o chamado primeiro disco de Bossa Nova, de Elisete Cardoso cantando músicas da tríade da Bossa) e a fita master do disco! - não achei nem que isso existia quanto mais que o senhor distinto que tinha me olhado torto ao entrar na loja ia me deixar tocar. Somente perguntei meio trêmulo: o senhor me indica algum lugar a visitar para ver Bossa? (a Bossa foi pequena até no Rio, minha gente). Ele explica, detalhadamente, o caminho, assim como gosto, cheio de tensão, fazendo cada ponto final valer um ponto final: Você indo daqui, pela orla, passando Ipanema, Copacabana. Imagine o Copacabana Palace. Imaginou? Aquele hotel grande? Então. Imaginou? Você passando o Copacabana Palace vai encontrar uma rua chamada Duvivier. Duvivier ( de tão tenso procurei neste momento meu caderninho para anotar o endereço, mesmo sabendo exatamente onde ele se localizava). Não precisa anotar. É importante que você preste atenção no que eu digo ( e mais uma expressão tensa no rosto), depois eu mesmo anoto tudo isso para você. Só consegui mexer a cabeça positivamente. Ele prosseguiu: Entrando na Rua Duvivier, à esquerda você avistará uma ruela à esquerda. Na Duvivier à esquerda, poucos metros. Você está imaginando? Então, do lado direito terá um prédio residencial e do lado esquerdo um prédio com lojas embaixo. Misto. Entendeu? Na Duvivier você entra e tem uma ruela à sua esquerda. Com quatro lojas à direita e um prédio residencial à esquerda e imagine, isso era o Beco das Garrafas.
Pausa.
Gente, depois dele falar da fita master eu já estava assim, sem sentir nada do pescoço pra baixo. Ao pronunciar B e c o d a s G a r r a f a s um 'plim!' instantâneo tocou na minha cabeça. Isso mesmo, um 'plim', parecendo filme. Fiquei todo quentinho, sentindo minha própria respiração. Beco das Garrafas! Onde tudo acontecia! Pisar nas exatas mesmas lajotas que João, Tom, Vininha, Carlinhos, Menescal, Bôscoli, Nara e muitos outros haviam pisado!
Pra quem não sabe, o Beco das Garrafas, essa ruelinha rodeada por um prédio comercial e um prédio residencial abrigava quatro pequenos night clubs, inferninhos, onde todos os novos artistas (ou seja, artistas da Bossa) queriam apresentar suas canções. Ele explicou que lá também tinha uma outra livraria, maior, com outros artigos de Bossa. No domingo seguinte andei novamente, agora pro Copa. Ao contrário, sentido Leme. Vendo as famílias nos skates, patins e bicicletas. Olhando o Pão de Açúcar. E cheguei à Duvivier com aquela respiração ansiosa. Uma rua linda, meio deserta, em paz, apesar de ser quase esquina com a Nossa Senhora de Copacabana (cheia até de madrugada), com o solzinho entrando pelas frestinhas das árvores. A livraria estava fechada, mas as flores do prédio residencial, do lado esquerdo da ruelinha coloriram e aqueceram a tristezinha do local. Satisfeito andei de lá pra cá sentindo aquele cheiro de fim de outono sentindo as vibrações de tudo o que um dia tinha passado por ali. Escutei até um pouco daquele barulhinho de movimento do lado de fora e ,ao fechar os olhos, senti a noite do ano 1959 como se estivesse sentadinho numa sarjeta, olhando de frente aquele vai e vem das pessoas.
Pra ver escutando: 01 Copacabana de sempre.mp3
quarta-feira, 17 de junho de 2009
pra quem ainda não foi ou tem saudade do abençoado sovaco cristão.
Vou fazer minha casa
Do alto de uma canção
E agradecer a Deus pai
A sobrante inspiração
Sob a axila do cristo
Neste sovaco cristão
Vou fazer a minha casa
No alto do chapadão
E vou dar festa bonita
Com bebida e com garçon
E ao Lufa que foi amigo
Dou champagne com bombom
Vou fazer a minha casa
No centro do ribeirão
Quero muita água limpa
Pra lavar meu coração
Minha casa não terá
Nem sábado, nem domingo
Todo dia é dia santo
Todo dia é dia lindo
(Chapadão, Tom)
terça-feira, 16 de junho de 2009
cheirinho de grama molhada mesmo sem chuva.
segunda-feira, 9 de março de 2009
ain't got no, i've got life.
Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.
terça-feira, 3 de março de 2009
simples e complexo.
o beijo, klimt, 1907. a simplicidade não exclui a complexidade ;~.



























