quarta-feira, 26 de agosto de 2009

a praça, a montanha, duas nuvens no céu.







arco íris do toquinho na terra do sol e da chuva fora de época.

Eles eram só quatro e começaram de um tanto assim:



Aí eles lembraram do Noel:



Aí cantaram uma bossa de um moço que não era da bossa:



Aí eles decidiram começar a acabar com essa saudade toda:



Homenagearam a cidade maravilhosa:



Tiraram um retrato:




Começaram a sambar e pularam pra cinco:




Um foi para o Rio de Janeiro:



Lá lembrou do João, do Tom:



e do Vininha também:



o velho saravá!:



Estudou o be-a-bá:




Os outros chegaram e começaram a lembrar da infância querida junto com a ilustre presença do Pato Donald:




Depois disso ensaiaram alguns passos pra gafieira:



E fecharam tudo isso colocando tudo na Roda Viva:



Foi lindo demáz! ;~.

domingo, 16 de agosto de 2009

Pra viagem, por favor.

Andando de bicicleta pela cidade por esses dias, me deparei a um outdoor com propaganda de algo que parecia impossível de acontecer por aqui de tãaaao específico que é: um show do Miele e Os Cariocas.

Os Cariocas já tinha visto com o show lindo da Miúcha envolvido pelos vitrais do Theatro José de Alencar, mas o Miele, nunquinha achei que poderia apreciar assim, ao vivo, sem me desesperar fazendo contas para uma viagem quase que continental.

Ao chegar no local, fiquei papeando por mais ou menos uma hora com Andrei, amigo russo meu, também apreciador do amor, do sorriso e da flor, sofrendo ao som de uma banda que tentava ensaiar algumas bossas. Chegou então para nos servir, um garçon daqueles antigos,de uniformezinho amassado, sapatinho social com um monte de copos na mão. Logo perguntei:

- O show do Miele vai começar a que horas?
- Está marcado para às 23, senhor.

Decidi pedir uma cerveja, era sexta né? Miele e tal, combinava. Enquanto o Andrei estava escolhendo o que queria pedir e dialogando com o garçon, que a esta altura já não era mais o garçon, mas o Pedro, eu já sentia aquele gostinho na minha boca ;~.

- Qual cerveja tem? Disparei na primeira oportunidade.
- Skol, Antárctica e Brahma.

Entre a Skol e a Antárctica fiz a pergunta básica:
- Qual é a mais gelada?
Ele olhou bem para mim. Titubeou até, mas respondeu com um ar sincero, talvez o mais sincero de todas as sinceridades dos últimos tempos, coisa mesmo de irmão para irmão:

- Nenhuma. Não posso mentir pra você - e sorriu.
Perguntei novamente:
- Nenhuma gelada, como assim? - Nenhuma gelada, senhor. Posso trazer até um balde de gelo, mas você sabe né? - e me deu uma piscadela.

Nossa, fiquei até sem chão. Como assim? Miele, ventinho gelado e ... cerveja quente??? Pedi uns minutos para pensar, pois o choque tinha sido muito grande. Nesse meio tempo o show começou. Eu esqueci a cerveja com as brincadeiras do Miele.

Após umas duas primeiras músicas, Pedro voltou e me perguntou:
- E aí, senhorito? Posso trazer a sua cerveja?
- Ah, Pedro, quente não dá. Quente vai estragar o fim de semana. Não preciso nem dizer que ele fez assim com a cabeça e concordou.

Depois dessa, fiquei até com mais esperança desse mundo das balelas. Se um garçon tinha me dito, perigando perder o emprego, que a cerveja estava quente, o mundo nem estava acabado.

Bom, no show o Miele contou mil anedotas. Desafinado que só, mentiu idade, falou de Carmen e Cauby e até contou a história da Lígia do Tom. A coisa mais linda, claro, mesmo que cafajeste. Pra quem não sabe, Lígia era esposa de um grande amigo de Tom, o escritor Fernando Sabino e para não magoar o amigo e paquerar a moça, escreveu a letra mentirosa de Lígia. Segundo Miele, quase que ele mesmo deu para o Tom, pois era mesmo muito charmoso o jeito dele, ainda mais cantando uma música tão linda como essa. Era mesmo covardia ;~.


Esse rapaz cantando Lígia. Dá o play e sente a covardia.


Ligia.mp3



domingo, 9 de agosto de 2009

um arco-íris no ar.








"É de manhã, vem o sol, mas os pingos da chuva que ontem caíram, ainda estão a brilhar. Ainda estão da dançar ao vento alegre que me traz esta canção. Quero que você me dê a mão, vamos sair por aí, sem pensar no que foi que sonhei, que chorei, que sofri, pois a nova manhã já me fez esquecer. Me dê a mão, vamos sair pra ver o sol" - Tom e Dolores.

sábado, 18 de julho de 2009

one single night with you , litlle.


Você só dança com ele, diz que é sem compromisso. É bom acabar com isso, não sou nenhum Pai João. Quem trouxe você foi eu, não faça papel de louca, pra não haver bate-boca dentro do salão. - Chico.

domingo, 12 de julho de 2009

do céu e ... das rosas.

Morena Rosa já tinha dito: Joãozinho, não deixe de ir ao Jardim Botânico, visite o Jardim Japonês, a Estufa, cada pedacinho daquele mundo encantado, tome um café no espaço Tom Jobim, não esqueça! Tente um dia ensolarado!

O dia estava assim, nubladinho, mas com frestinhas de sol. No caminho do ônibus, após passar pelo Centro, Catete, Laranjeiras e Botafogo, cheguei ao Humaitá e logo avistei o Cristo, lá em cima, lindão e de braços abertos.

Durante uns dez minutos o ônibus seguiu pela avenida Jardim Botânico com ele sempre à direita. Acidentalmente desci numa parada antes da apropriada, mas tive o imenso prazer de conhecer o vizinho do Jardim, e também abençoado pelo Sovaco Cristão, Parque Lage. Lindo, repleto de plantas e árvores com uma casa monumetal, antiga, no seu centro, em qual a escadaria de entrada dava de frente para uma pequena fonte desativada.


Segui a pé ao Jardim. Entrando lá tive aquela impressão de estar com 6 anos novamente, esperando meu pai vir atrás, arrastando sua bicicleta para passearmos no parque. Quase abanei minhas mãos com os dedinhos solotos como fazia antes soltando de mim um monte de coisa que eu nem sei dizer agora.


Morena, o Jardim Botânico é lindo e imenso! Nunca tinha visto uma Vitória Régia de perto! Elas parecem barcos! Os Baobás centenários me fizeram procurar Pequenos Príncipes espalhados por ali. Não cheguei a ver nenhum, mas quase me larguei no lago para encostar na Vitória Régia. A vontade de buscar plantinhas para colocar no cabelo foi grande, mas só consegui achar folhinhas pelo chão. Peguei uma pra você e vamos colher juntos outras na primavera.

Como sempre, desorientado, depois de muito caminhar, de perguntar três vezes ao mesmo segurança o caminho e chegar a desistir, já me encaminhando para a porta de saída, acabei encontrando o Espaço. Entrei naquela atmosfera mágica, cheia de pessoas e criancinhas andando. Olhei para o céu para agradecer e vi, entre as árvores, o Cristo lá em cima, com os braços ainda abertos com a única faixa de sol do dia o iluminando. As folhinhas voando no chão, o cheiro de chuva aumentando fez com que eu ficasse ainda mais emocianado. Queria ter tirado foto dele, mas a bateria da Rolleyflex já tinha acabado.

Me encaminhei para uma casinha, uma espécie de sede do Espaço. Senti meus olhos sorrindo, acho que fiquei todo vermelho na hora. Na parede a explicação: estava ali uma instalação sobre Dorival Caymmi, o menino das rosas. Começou a tocar 'Aaaaaai, mas que saudades eu tenho da Bahia... Ah, seu eu acreditasse no que mamãe dizia...'. Era um vídeo lindo, com depoimentos, explicações do próprio Caymmi, fotos e músicas executadas por grandes artistas da Bossa e do Samba.

As fotos dispostas em cima do balcão, em preto e branco, tinham imagens dele com sua família, acompanhado pelos irmãos ainda criancinha e, após, pelos filhos e esposa. Ainda sem acreditar, andando acho que empurrado pela música, acompanhando aquele material lindo que estava ( e que espero que ainda esteja) ali, disponível para quem quisesse ver, ler e sentir. A curodoria de responsabilidade de pessoas com sobrenomes importantes, Morais, Jobins e Himes com a colaboração de alguns Caymmi, autenticava a proveniência do material exposto.

No último balcão, protegidas também por vidros, estavam dispostas fotos de Caymmi com Carmem, Vinícius e Tom além disso uma foto com dedicatória especial de Carmem e cartas de Vininha e Tom para Dorival. Gente, não eram só cartas. Ao ler eu juro que senti o Tom, aquele mesmo compostitor das coisas lindas brincando com seu amigo e de Vininha, reclamando com seus diminutivos sobre as coisas da vida. Eu senti mais do que nunca a alma diária que os meninos da Bossa também colocavam em suas músicas. Além de lindas, as músicas agora certamente se justificavam, com provas escritas e expostas pra quem quisesse ver, assim como eu achava, como histórias de amor de pessoas que realmente tinham vivido aqueles momentos cheinhos de bossa ;~.

Anteontem, dez de julho, foi o dia de comemoração dos 51 anos da Bossa Nova. Essa data, como havia dito antes, foi escolhida a partir do dia oficial de gravação do take final de 'Chega de Saudade', música que não deve haver um único brasileiro no mundo que não tenha um dia assobiado ou cantarolado, mesmo trocando as palavras e a sequência das estrofes até mesmo sem saber seu nome. Aqui, eu divido com vocês algumas das fotos que consegui, com as cartas e um videozinho, já que não posso emprestar/mostrar a todos, devido à lonjura, o compacto com '...Das rosas' e 'Inútil Paisagem' que minha mãe resgatou da juventude dela na casa de minha avó, esses dias passados, para cantarolar na minha vitrolinha desafinada.



Para quem não fazia aniversário em dia importante, até que me saí bem tendo a Bossa como companheira e, de quebra, ganhar este ano de presente a herança mais linda dos últimos tempos: um kit herdado da juventude de mamãe com os compactos das minhas preferidas de Dorival com Tom e Chico com Nara.

domingo, 5 de julho de 2009

paquerinha.